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Botafogo cede empate ao Goiás, mas lidera o Brasileirão

Gazeta Press

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O Botafogo está bem no Campeonato Brasileiro. Mas poderia estar melhor se resolvesse um pequeno problema. A propensão a ceder o empate ao adversário. Contra o Atlético-MG e o Flamengo, gols sofridos no último minuto impediram a vitória. Contra o Vasco, o time alvinegro vencia por dois gols, deixou o rival empatar, mas venceu. O mal voltou a afligir os botafoguenses na noite deste sábado, no 1 a 1 com o Goiás, no Mané Garrincha, em Brasília.

Depois de abrir o marcador com Rafael Marques, o Botafogo sofreu um tento contra de André Bahia e desta vez não teve força para obter a vitória, pela 13ª rodada. Com 25 pontos, o time carioca assume a liderança da competição, mas pode ser superado por Cruzeiro e Coritiba ao fim da rodada, domingo.

“Foi um bom jogo, eles se fecharam muito bem, nós criamos muitas chances no segundo tempo, mas não conseguimos vencer. Mais uma vez mostramos que o Botafogo é muito difícil de ser batido e vai ser ainda mais a cada rodada”, analisou Seedorf, que não brilhou com a bola nos pés, mas conduziu o time com a liderança verbal de sempre.

O holandês se referia à série de seis jogos de invencibilidade, marca atingida com o empate deste sábado, mas que seria ainda mais significativa se tivesse segurado a vantagem contra o Atlético, quarta-feira, e nesta noite contra os goianos, que chegaram aos 17 pontos e subiram uma posição, para o nono lugar.

O Botafogo não se portou como candidato ao título no primeiro tempo. Foi o Goiás que impressionou, com as melhores chances criadas. O time carioca controlou a posse de bola, mais em razão da postura tática do rival. Os goianos se colocavam numa posição mais defensiva, mas não atuaram retrancados em nenhum momento. Ao contrário, trabalhavam bem a bola em descidas rápidas, mais incisivas que os adversários, que falharam em construir uma chance clara de gol. Hugo teve duas boas oportunidades. Em uma delas parou em Jefferson.

Sempre presente nas tramas ofensivas, Walter criava muitas dificuldades para a dupla de zagueiros botafoguenses. “Tivemos duas chances de matar o jogo. Fizemos um ótimo primeiro tempo, mas temos que fazer o gol”, cobrou Walter.

Qualquer que tenha sido o discurso do técnico botafoguense, Oswaldo de Oliveira, no vestiário, ele funcionou como mágica. Em seis minutos, seu time produziu mais que nos 45 minutos iniciais. Depois de Vitinho acertar a trave, Rafael Marques aproveitou lance fortuito, num domínio errado do companheiro, e balançou as redes.

O Botafogo poderia ter ampliado, mas Elias perdeu chance clara. Pouco depois, a sorte que soprou do lado carioca sorriu para os goianos. Num cruzamento sem risco, Bahia cortou errado e mandou contra a própria meta. O jogo ficou animado e por pouco o Goiás não virou, mas a trave roubou o que seria um lindo gol de Walter. Hugo ainda foi expulso aos 42 minutos, depois de receber dois amarelos no espaço de dois minutos.

FICHA TÉCNICA:

BOTAFOGO 1 X 1 GOIÁS

BOTAFOGO – Jefferson; Gilberto, André Bahia, Dória e Julio Cesar (Lima); Marcelo Mattos, Renato, Seedorf e Rafael Marques (Alex); Vitinho e Elias (Henrique). Técnico – Oswaldo de Oliveira.

GOIÁS – Renan; Vitor, Ernando, Rodrigo e William Matheus (Valmir Lucas); Amaral, David, Hugo e Tartá; Paulo (Renan Oliveira) e Walter (Neto Baiano). Técnico – Enderson Moreira.

GOLS – Rafael Marques, aos 6, e André Bahia (contra), aos 23 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO – Sandro Meira Ricci (PE).

CARTÕES AMARELOS – Gilberto, Seedorf e André Bahia (Botafogo). Amaral, William Matheus e David (Goiás).

CARTÃO VERMELHO – Hugo.

RENDA – não disponível.

PÚBLICO – 23.322 pagantes.

LOCAL – Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF).

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