Demissão de Renato ‘racha’ parceira entre Fluminense e Unimed Reviewed by Momizat on . [caption id="attachment_3464" align="alignleft" width="300"] Imagem: Divulgação[/caption] O presidente Peter Siemsen usou boa parte de sua entrevista coletiva n [caption id="attachment_3464" align="alignleft" width="300"] Imagem: Divulgação[/caption] O presidente Peter Siemsen usou boa parte de sua entrevista coletiva n Rating: 0
Você está aqui:Home » Destaques » Demissão de Renato ‘racha’ parceira entre Fluminense e Unimed

Demissão de Renato ‘racha’ parceira entre Fluminense e Unimed

Demissão de Renato ‘racha’ parceira entre Fluminense e Unimed
Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

O presidente Peter Siemsen usou boa parte de sua entrevista coletiva na última quarta-feira para informar que não havia nenhum problema de relacionamento entre ele e o empresário Celso Barros, presidente da Unimed, patrocinadora principal do Fluminense. Porém, a crise interna no clube só aumentou após o dirigente anunciar a demissão de Renato Gaúcho do comando técnico. Cristóvão Borges será o substituto, mas vai encontrar um Tricolor rachado em seu principal comando.

As declarações de Peter de que decide pelo Tricolor Carioca já chegaram na Unimed. Celso Barros deu uma entrevista ao jornal O Globo e reclamou da postura do presidente do Fluminense no episódio da saída de Renato.

“O presidente Peter Siemsen me procurou, junto com o Ricardo Tenório (vice de futebol ) e manifestou o interesse em demitir o Renato. Eu fui contra. Mas é ele (Peter) que manda, caberia a ele. Abordamos o assunto, mas ele não manifestou a sua decisão final. Ficou decidido uma coisa, e ele foi embora. Depois, decidiu demitir o Renato. Foi um comportamento estranho, porque ele poderia ter me dito que tiraria o treinador. Criou um atrito desnecessário”, disse Celso, que assegurou que o clube não vai pagar o salário de Cristóvão e nem contratará mais nenhum jogador até o fim do ano.

Ainda na mesma entrevista ao O Globo, Celso Barros deixou no ar a possibilidade de a Unimed deixar o Fluminense no fim do ano. “Eu avalio anualmente, como sempre foi feito. Posso dizer que os desgastes entre as partes são desnecessários e não valem a pena. No fim do ano, isso será levado em conta. Estes episódios desgastam muito. Quem perde é o torcedor, o Fluminense, a Unimed. Todos. Não há vencedor. Acho que foi uma atitude (demissão) de agradar o grupo político dele. Mas tem todo o direito. Ano passado, em 20 jogos que o Peter fez acumulando cargos, deu no que deu”, disse ele.

Peter tem evitado críticas abertas a Celso Barros, pois não possui problemas pessoais com o empresário. Porém, boa parte do grupo que lhe dá sustentação política não gosta da maneira de agir do empresário. O problema é que hoje o Fluminense não tem condições de seguir sozinho, com as próprias pernas e depende bastante do dinheiro da parceria.

O episódio da saída de Renato Gaúcho, porém, ainda poderá ter graves consequências neste sentido. O treinador foi indicação de Celso Barros, que conseguiu impor a sua vontade mesmo com Peter desejando outro nome. O presidente, porém, decidiu abrir mão desta escolha em nome da contratação de alguns reforços de peso da patrocinadora, como o meia argentino Conca, ídolo da torcida, e o atacante Walter, um dos principais nomes do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando defendeu a camisa do Goiás.

Dentro de campo os jogadores seguem se preparando para a partida da próxima quinta-feira contra o Horizonte-CE, no Maracanã, pela rodada de volta da primeira fase da Copa do Brasil. A partida marcará a estreia de Cristóvão Borges e o desafio já é grande. Por ter perdido na ida por 3 a 1, o Tricolor precisa, pelo menos, de um triunfo por 2 a 0 (os gols anotados como visitante valem para critério de desempate) para evitar uma eliminação precoce, que só transformaria Laranjeiras em um caldeirão ainda mais quente.

© 2013-2016 - Arquibancada Online - Proibida a Reprodução Total ou Parcial sem Divulgar a Fonte.