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Nos pênaltis, Atlético MG é campeão da Libertadores 2013

Imagem Divulgação

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O Galo vai cantar “campeão” madrugada adentro. Na virada desta quarta para quinta-feira, o Atlético-MG derrotou o Olimpia por 2 a 0 no tempo regulamentar (gols de Jô e Leonardo Silva) e não aproveitou o fato de jogar com um a mais na prorrogação, mas levou a melhor na disputa dos pênaltis e conquistou no Mineirão o título de melhor da América pela primeira vez.

O time treinado por Cuca teve muito mais espaço nos 30 minutos extra e não foi capaz de balançar a rede olimpista pela terceira vez. Contudo, nos pênaltis o goleiro Victor mais uma vez brilhou. Ele defendeu a primeira cobrança adversária, mal efetuada por Miranda, e abriu o caminho para o triunfo decisivo. Depois de Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva converterem a favor dos donos da casa, Aranda chutou a bola no travessão e decretou o resultado final.

O Olimpia até jogou inteligentemente, a princípio, após ter vencido o jogo de ida por 2 a 0, em Assunção. Entretanto, depois de não se arriscar na etapa inicial desta quarta-feira, falhou com menos de um minuto do segundo tempo e deixou Jô abrir o placar. Mais tarde, perdeu Manzur expulso. E, com um a menos, um cabeceio lento de Leonardo Silva teve a rede como endereço final, forçando a prorrogação. Estava desenhado o cenário negativo para o Rey de Copas.

Para o Galo, o começo do enredo é que era desfavorável. Além da desvantagem, Cuca não tinha Marcos Rocha nem Richarlyson – o treinador escalou Júnior César e Michel respectivamente pelos lados esquerdo e direito. Em compensação, uma das grandes apostas da equipe brasileira, Bernard, estava de volta. Alvo de equipes do exterior, o meia-atacante jogaria para mais de 60 mil atleticanos e alguns olheiros do futebol europeu.

Logo no primeiro minuto, porém, ele e Jô desperdiçaram grande chance de abrir o placar, não conseguindo desviar ótimo chute rasteiro de Diego Tardelli pela ponta direita. Foi assim, à base de cruzamentos por baixo e pelo alto – ou em arremates de fora da área -, que o Atlético tentou vazar a meta do goleiro Martin Silva ao longo da primeira etapa.

Outras oportunidades criadas pelo lado direito, com Michel, não foram aproveitadas por Réver e Tardelli. O zagueiro desviou rente à trave direita de Silva, enquanto o atacante, bem colocado na primeira trave, furou o cabeceio. O goleiro uruguaio só efetivamente trabalhou em arremate à distância de Ronaldinho, aos nove minutos. Trabalhou mal, por sinal, deixando a bola na área.

Ronaldinho também não fez muito mais do que isso antes do intervalo. O camisa 10, que entrou em campo ensandecido, não traduziu a agitação inicial em uma boa atuação. Nem mesmo a bola parada, grande arma sua, resultou em chances de gol a favor do Atlético. O meia abusou de tentativas de ligação direta para Jô, todas sem o efeito pretendido.

Muito bem postado, com três homens fixos e dois laterais também preocupados defensivamente, o Olimpia teve menor posse de bola, mas ofereceu mais perigo. Victor fez ao menos duas boas defesas, em chutes rasteiros de Freddy Bareiro e Alejandro Silva, ambos originados em desatenção da retaguarda atleticana, facilmente envolvida.

Precisando de dois gols, no mínimo, Cuca sacou Pierre no intervalo e lançou o Atlético ainda mais à frente, com Rosinei. Em seu primeiro lance, com menos de um minuto da segunda etapa, o meia-atacante cruzou da ponta direita e viu a defesa olimpista falhar. Mesmo caído no chão, Jô enfiou o pé direito na bola e fez o primeiro gol da partida.

E não seria o único. Apesar de os gritos de “eu acredito” (ouvidos em Belo Horizonte todos os dias da semana) terem esfriado no decorrer da etapa, o segundo gol atleticano foi amadurecendo aos poucos. Aos 41, dois minutos depois de Manzur ser expulso e deixar o Olimpia com um a menos, o zagueiro Leonardo Silva, que já havia acertado o travessão, cabeceou para a rede.

Na prorrogação, o Atlético acertou a trave novamente e ainda perdeu um grande oportunidade com Alecsandro. O jogo então foi para os pênaltis, meio pelo qual a equipe mineira havia chegado à decisão na semifinal contra o Newell’s Old Boys – e também na fase anterior, em cobrança defendida por Victor no último minuto do duelo frente ao Tijuana.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 2 (4) X (2) 0 OLIMPIA
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data/hora: 24/07/2013, às 21h50
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Humberto Clavijo e Eduardo Ruiz
GOLS:  Jô, 1’2ºT(1-0) e Leonardo Silva, 41’2ºT(2-0)
Cartões amarelos: Bernard,Luan (CAM), Benítez, Manzur, Silva e Giménez(OLI)
Cartões vermelhos: Manzur (OLI)
Público/Renda:  58.620 pessoas/R$14.176.000

ATLÉTICO-MG: Victor, Michel (Alecsandro, 26’2ºT), Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre (Rosinei, intervalo), Josué, Ronaldinho, Bernard; Diego Tardelli (34’2ºT) e Jô. Técnico: Cuca
OLIMPIA: Martín Silva; Salustiano Candía, Manzur, Ricardo Mazacotte, Hermínio Miranda e Benítez; Eduardo Aranda, Wilson Pittoni, Alejandro Silva (Giménez, 25’2ºT), Juan Manuel Salgueiro (Baez, 37’2ºT) e Fredy Bareiro (Ferreyra, intervalo). Técnico: Ever Almeida.

 

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